quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Desenvolvimento Físico

É na idade pré-escolar que as crianças deixam de ser bebés, sendo capazes de maiores e melhores realizações.

O corpo das crianças a partir dos 3 anos de idade continua a alterar-se nesta fase torna-se mais comprido e mais esguio, perdendo assim a estrutura infantil.
  • ·         Os músculos abdominais desenvolvem-se;
  • ·         A barriga diminui;
  • ·         O tórax, os braços e as pernas tornam-se mais compridos;
  • ·         A cabeça ainda é grande, mas à medida que o corpo aumenta acabará por ficar proporcional a este.
Os rapazes por volta dos 3 anos são ligeiramente mais altos e pesados do que as raparigas, têm mais massa muscular, enquanto que as raparigas têm mais tecido adiposo (gorduroso).

Tanto os rapazes como as raparigas crescem habitualmente 5 a 8 centímetros e ganham 2 ou 3 Kg por ano. 
As crianças tornam-se mais fortes, devido ao crescimento muscular e ósseo.

Por volta dos 3 anos, todos os dentes da primeira dentição já apareceram.

Os dentes permanentes começam a aparecer aos 6 anos de idade, que podem ser afectados se a criança chupar no polegar antes e depois dos 4 anos. 

 PAPALIA, Diane E., et al, (2001), O Mundo da Criança, McGraw-Hill, 8ª edição.

Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Bárbara Almeida, Joana Gonçalves, Tânia Magalhães e Vera Jesus. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"

Tipos de apego

Mary Ainsworth (1978, referida por Ortiz, Fuentes, Lopez, 1999/2004) criou uma metodologia chamada de Situação Estranha para avaliar a segurança do vínculo na primeira infância permitindo assim conhecer que tipos de apego a criança e a mãe têm. A Situação Estranha consiste em observar como a criança se comporta em relação à figura materna ao longo de oito episódios rápidos, gradualmente stressantes num ambiente, desconhecido.
  
 
 
 
 
 
 
 
 
Com esta experiência Ainsworth identificou três grandes tipos de apego, tendo sido recentemente acrescentado um quarto tipo por Mary Main:

 Apego seguro: quando ameaçada, a criança busca ajuda na mãe; separa-se com facilidade; é consolada sem dificuldades pela mãe; prefere a mãe à estranha.

Apego ansioso-ambivalente (ou inseguro-ambivalente): a criança explora pouco o ambiente; fica desconfiada da estranha; separa-se com dificuldade da mãe; não se consola com facilidade; evita e busca a mãe em momentos diferentes.

Apego ansioso-evitativo (ou inseguro-evitante): a criança evita o contacto com a mãe; não inicia a interacção; não tem preferência nem pela mãe nem pela estranha

Apego ansioso-desorganizado: A criança aproxima-se da mãe evitando o olhar, por exemplo.
  Alguns psicólogos criticam a Situação Estranha, pois não se sabe ao certo o que ela significa para a criança, principalmente em investigação, pois é uma situação diferente de seu quotidiano; porém ela é muito usada, pois destaca vínculos e outros aspectos importantes do comportamento.
 Chegou-se à conclusão de que apegos seguros e inseguros, em muitos casos, parecem permanecer através de gerações: mães com apegos seguros criam filhos com apegos igualmente seguros. O de apego que a mãe possui não afecta apenas o seu comportamento, mas também o significado que ela atribui ao comportamento do filho e tudo isto afecta o modelo mesmo acontece com as de apegos inseguros. Mães com apego seguro são mais sensíveis aos seus filhos, o que não acontece com as de apego inseguro.
Assim tanto o adulto como o bebé contribuem para a vinculação.

Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"

Matéria de Exame

A MATÉRIA QUE ESTÁ INDICADA NESTE TÓPICO SÃO OS TEXTOS QUE A PROFESSORA DISSE QUE, PELO MENOS,  TEMOS QUE ESTUDAR!
OS TÓPICOS QUE ESTÃO A VERMELHO SÃO OS QUE JÁ ESTÃO NO BLOGUE! À MEDIDA QUE EU FOR ACRESCENTANDO MATÉRIA VOU COLOCANDO OS RESTANTES A VERMELHO.


Primeira infância:
(1) desenvolvimento físico e psicomotor - turma II;
(2) desenvolvimento cognitivo - devem ler o capítulo 3 do livro de Coll, Marchesi e Palacios;
(3) comunicação, representação e linguagem - turmas I ou III;
(4) desenvolvimento socioafectivo - turma II.

2-6anos: 
(1)desenvolvimento físico e psicomotor - turma III; (tirei informação de um trabalho do ano passado)
(2) desenvolvimento cognitivo - turma II;
(3) linguagem - turma II;
(4) desenvolvimento da personalidade e desenvolvimento e conhecimento social - turma I .

- 6 anos - adolescência: 
(1) desenvolvimento intelectual - turma I e capítulo 12 do livro de Coll, Marchesi e Palacios ;
(2) desenvolvimento da personalidade - turma I, Grupo Andreia, Ana(s) e Filipa);
(3) desenvolvimento e conhecimento social - turma II e capítulos 14 e 15 do livro de Coll, Marchesi e Palacios.

- adolescência: 
(1) desenvolvimento intelectual - turma II e capítulo 17 do livro de Coll, Marchesi e Palacios ;
(2) desenvolvimento da personalidade - turma I (Clara, Laura P. e Laura R.);
(3) desenvolvimento e conhecimento social - turma III.



quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Teoria psicossocial de Erikson

                                                               
Erikson baseou-se na teoria psicossexual de Freud para criar a sua. Contudo, discorda em vários aspectos, a maior parte devido à valorização excessiva atribuída por Freud ao sexo, ao passado e somente aos primeiros anos de vida.
  
 Sendo assim, Erikson apresenta um desenvolvimento maioritariamente de origem psicossocial, com estádios ao longo de toda a vida humana. Defende a existência de crises, que se manifestam ao longo de oito idades e que são ultrapassadas em função de aspectos biológicos, individuais e sociais. Esta crise é objecto de duas soluções: positiva e negativa. Quando estas se resolvem positivamente, o estádio atinge o ponto final de equilíbrio e saúde mental. Já o sentimento de fracasso é gerado pelas opções negativas das crises.

 Como tal, Erikson considera a ideia de crise essencial no desenvolvimento da personalidade mediante a sucessiva resolução das crises. Quando estas são na sua maioria resolvidas de forma positiva, posteriormente, o indivíduo enquadrar-se-á melhor socialmente, para além do ganho emocional, característico de personalidade, aptidão, qualidade ou sentimento que adquire.

 Relativamente à faixa etária em estudo, segundo Erikson:
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A    1ª idade vai desde o nascimento até aos 18 meses
Conflito predominante: Confiança vs. Desconfiança
Neste período, é dado maior relevo ao relacionamento com a mãe. Ou seja, se esta, para além do alimento, fornecer ao bebé actos de amor, presença e carinho, este irá desenvolver uma atitude de segurança perante o mundo. Pelo contrário, se o comportamento e as atitudes da mãe para com o bebé não forem satisfatórios afectivamente e a nível das suas necessidades, a criança irá adquirir medos e suspeitas em relação ao mundo (Veríssimo , 2002).
Nesta idade espera-se que a virtude desenvolvida seja a esperança.




·           A 2ª idade dura desde os 18 meses até aos três anos.
Conflito predominante: Autonomia vs. Vergonha e Dúvida.
É nesta idade que as crianças, mesmo sentindo ainda necessidade de protecção, sentem também vontade de experimentar e explorar o mundo à sua volta. Se forem entusiasmadas pelos pais a usarem as suas capacidades, as crianças aprendem a controlar o seu corpo e descobrem o ambiente que as rodeia, alcançando assim a sua própria autonomia. Pelo contrário, se a criança for impossibilitada ou lhe exigirem que exerça estas capacidades prematuramente, esta, em vez de autonomia adquire vergonha e dúvida. (Veríssimo , 2002).
Se existir um equilíbrio, como é exemplo a obtenção do controlo esfincteriano, em que a criança controla a expulsão das suas matérias fecais e depois da sua retenção, estas podem ser consideradas como uma prenda dada pelo filho à sua mãe. Se assim for, a virtude resultante desta idade é a força de vontade (Delmine & Vermeulen, 2001).


Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"

Freud: A Teoria Psicossexual







Freud foi o primeiro a chamar a atenção para a sexualidade infantil. ( Delmine &  Vermeulen ,2001).
  Segundo a segunda tópica de Freud, a personalidade é constituída por três instâncias; o id, o ego e o superego. O id tem uma actividade inconsciente e manifesta-se através de desejos (que posteriormente são recalcados) que procuram uma satisfação imediata, este componente é amoral e pressiona o ego. O ego diferencia-se do id ao longo do primeiro ano e, ao contrário do id, tem preocupações de lógica, de espaço, de tempo e de coerência entre a força do id e os constragimentos da realidade, tentando opor-se a certas pulsões impostas pelo id e portanto a sua acção é na maior parte dos casos consciente e esforça-se por ser moral. O superego é formado a partir de uma parte do ego e age sobre este filtrando os conflitos do id e do ego decidindo então o destino das pulsões, é constituído pelas normas incutidas pelos pais e pela sociedade, a sua actividade é inconsciente e é hipermoral (Doron Parot, 2001).
Estes três componentes vão-se desenvolver ao longo dos cinco estádios psicosexuais, que são os estádios oral, anal, fálico, de latência e genital.
Apenas dois deles se compreendem entre o período da primeira infância, o estádio oral (0-1 ano) e o estádio anal (1-3 anos).
A zona erógena do estádio oral é a boca e os lábios, a primeira actividade sexual da criança é portanto a sucção do seio da mãe – o que permite estabelecer uma relação afectiva de proximidade com a mãe - ou do biberão, ou seja está associada com a alimentação que tem uma função vital. A criança rapidamente procura por si mesma a sucção, afastando-se da dependência do seio materno, por exemplo chupando o polegar (conduta auto-erótica). Posteriormente o bebé procura agarrar objectos e mordê-los (oralidade mais agressiva) que contribui para o aparecimento da dentição. Nesta altura a criança associa a mãe como fonte de prazer, pois é a mãe que cuida dele e que lhe tira o desconforto (por exemplo da fome) e por este motivo não compreende porque é que a mãe não se deixa ser mordida. Neste estádio o conflito é o desmame se a criança o ultrapassa provoca na personalidade o optimismo, pelo o contrário se a criança é privada de mamar muito cedo pode provocar o pessimismo, a impaciência, a inveja e a agressividade (Doron & Parot, 2001;  Delmine &  Vermeulen ,2001).
 No estádio anal a zona erógena é a região anal. Nesta altura a criança começa a ter controlo do esfíncter anal e a descarga reflexa produzida pela pressão dos músculos ligados à defecação torna-se agradável, ou seja, reter ou expulsar as fezes torna-se uma fonte de prazer. O conflito deste estádio é a cedência às regras de higiene que os pais incutem ou a oposição a estas. Contudo, se a exigência dos pais for demasiado rígida a criança tende a reter as fezes ou expulsá-las em momentos inoportunos, no primeiro caso - retentivo anal - pode provocar na personalidade avareza, obstinação, meticulosidade, no segundo - expulsivo-anal - pode provocar a crueldade, a destruição, a desarrumação e a desordem (Doron & Parot, 2001;  Delmine &  Vermeulen ,2001).

Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"

Relação com os pares

 Logo desde cedo, para além dos pais, as crianças contactam com outras crianças, aproximadamente da mesma idade (na creche, vizinhos, etc). Devido às suas reduzidas capacidades motoras, esta interacção activa entre as crianças só se torna possível com a ajuda dos pais, ou adultos, que as aproximem uma da outra de maneira a que elas consigam interagir. Assim, por volta dos seis meses, os bebés já conseguem comunicar com o parceiro através do toque, do olhar, do sorriso e da voz.
  
 Posteriormente aos nove meses, a comunicação evolui: as meninas e os meninos já tomam as iniciativas de interacção, exprimindo as suas emoções e são ainda capazes de imitar o comportamento da outra criança. 

Os principais desentendimentos que aqui já acontecem devem-se à posse dos brinquedos. No entanto, a presença do outro estimula a criança a criar brincadeiras mais complexas e, estas experiências, ajudam a que mais tarde a criança interaja mais facilmente com outros parceiros do que as crianças que antes dos doze meses não tiveram a mesma oportunidade de comunicação.

Com aproximadamente 18 meses, a criança já consegue utilizar um objecto para representar outro - jogo simbólico - como por exemplo utilizar uma pequena caixa para fazer de carro. A evolução deste jogo passa pela imitação de situações que implicam maiores capacidades linguísticas e comunicativas, como brincar a ser modelo ou doutor, é o chamado jogo sociodramático.




Dos 24 meses em diante, as crianças vão cada vez menos brincar sozinhas desenvolvendo assim ainda mais o jogo sociodramático e a cooperação entre os parceiros, parceiros estes já escolhidos com preferência de sexo semelhante (Ortiz, Fuentes, Lopez, 1999/2004).


Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"



A regulação emocional








 Durante este período de tempo são, fundamentalmente, os cuidadores que modulam as emoções da criança, embora a mesma adquira progressivamente um maior controlo
 Quando já está estabelecido o vínculo afectivo as crianças tomam a figura de apego como um porto seguro, voltando-se para ela sempre que sentem medo (Ortiz, Fuentes & Lopez, 1999/2004).

Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"