quinta-feira, 30 de Dezembro de 2010

Tipos de apego

Mary Ainsworth (1978, referida por Ortiz, Fuentes, Lopez, 1999/2004) criou uma metodologia chamada de Situação Estranha para avaliar a segurança do vínculo na primeira infância permitindo assim conhecer que tipos de apego a criança e a mãe têm. A Situação Estranha consiste em observar como a criança se comporta em relação à figura materna ao longo de oito episódios rápidos, gradualmente stressantes num ambiente, desconhecido.
  
 
 
 
 
 
 
 
 
Com esta experiência Ainsworth identificou três grandes tipos de apego, tendo sido recentemente acrescentado um quarto tipo por Mary Main:

 Apego seguro: quando ameaçada, a criança busca ajuda na mãe; separa-se com facilidade; é consolada sem dificuldades pela mãe; prefere a mãe à estranha.

Apego ansioso-ambivalente (ou inseguro-ambivalente): a criança explora pouco o ambiente; fica desconfiada da estranha; separa-se com dificuldade da mãe; não se consola com facilidade; evita e busca a mãe em momentos diferentes.

Apego ansioso-evitativo (ou inseguro-evitante): a criança evita o contacto com a mãe; não inicia a interacção; não tem preferência nem pela mãe nem pela estranha

Apego ansioso-desorganizado: A criança aproxima-se da mãe evitando o olhar, por exemplo.
  Alguns psicólogos criticam a Situação Estranha, pois não se sabe ao certo o que ela significa para a criança, principalmente em investigação, pois é uma situação diferente de seu quotidiano; porém ela é muito usada, pois destaca vínculos e outros aspectos importantes do comportamento.
 Chegou-se à conclusão de que apegos seguros e inseguros, em muitos casos, parecem permanecer através de gerações: mães com apegos seguros criam filhos com apegos igualmente seguros. O de apego que a mãe possui não afecta apenas o seu comportamento, mas também o significado que ela atribui ao comportamento do filho e tudo isto afecta o modelo mesmo acontece com as de apegos inseguros. Mães com apego seguro são mais sensíveis aos seus filhos, o que não acontece com as de apego inseguro.
Assim tanto o adulto como o bebé contribuem para a vinculação.

Baseado no trabalho de grupo desenvolvido por Liliana Machado, Liliana Ramos e Maria Elisa Morais. (ESE, IPP, no ano lectivo 2010-2011)"

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